Minimalismos
CPI no Samba
Informamos em primeira mão a notícia que irá ocorrer uma CPI no Samba.
O investigado é acusado de calúnia, difamação e favorecimento de prostituição do samba.
O músico popularesco afirmou ao portal G1 que mudou um pouco a história do samba, isso agravou a sua situação que já não era das mais favoráveis.
Ele que entrou em um grupo que já tinha uma trajetória e fincou suas raízes nas terras fofas das músicas universitárias. Como resposta, o doutor, historiador, cantor e compositor Nei Lopes afirma que "sua atitude foi muito pretensiosa". Noca da Portela ficou tão ofendido quanto todos nós sambistas: "Ele mudou o que? Pelo amor de Deus... ele não é sambista...".
Vários outros sambistas, de todos os cantos, se indignaram com essa afirmação.
Geraldo Pereira mudou um pouco a história do samba, sincopou a coisa;
Cartola mudou um pouco a história do samba, criou letras de uma simplicidade sofisticadíssima, difíceis de serem copiadas;
Almir Guineto mudou um pouco a história do samba, adaptou e inseriu o banjo no samba;
Ubirany mudou um pouco a história do samba, criou o repique de mão.
Sereno mudou um pouco a história do samba, criou o tantan.
Poderia dizer até, muito pretensiosamente, que Maurílio de Oliveira, Magnu Souza, Chapinha e Paquera mudaram um pouco a história do samba, criando a Comunidade do Samba da Vela, reduto de compositores e valorizando novamente o samba paulista que vinha desgastado por dezenas de grupinhos e cantorezinhos que acham que por serem famosos são sambistas.
Agora, me diga você, qual é o pouco que Thiaguinho mudou? Eu hein! Rosa.
O samba não fecha as portas para ninguém, pelo contrário, quer abraçar a todos. Porém, como diria Jorge, respeite quem pode chegar onde a gente chegou.
A chama não se apagou
@meusambaeroots
Em Angola tem galinha D´angola?
Avassaladores estão na moda, mas partido alto mora no meu coração

Me desculpe, Jobim

Não é só garoa

Se o poeta falou, talvez ele mesmo não repetiria que a terra da garoa é o túmulo do samba. Como já disse Quinteto em Branco e Preto: São Paulo tem bamba, tem samba e muita gente boa.
São Paulo revela, cada vez mais, grandes sambistas e, mais que isso, referências para o samba de todas as gerações. E não são dois ou três para dizer que temos um ou outro sambista. Só para dar alguns exemplos daqui saíram nomes como Geraldo Filme, Paulo Vanzolini, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa que inclusive figura no livro dos recordes como o grupo de samba mais velho do mundo, Thobias, Quinteto em Branco e Preto e muito outros nomes que fizeram e fazem a diferença no samba.
Quem é do samba sabe que não importa a origem, mas sim, a qualidade e o amor ao ritmo nosso de cada dia. Infelizmente não temos a mesma quantidade de bambas que o Rio de Janeiro produziu ao longo da história. O que é uma pena, pois se todos os estados brasileiros tivessem, o mundo consumiria o samba da mesma maneira que consome o rock.
De qualquer forma, é inevitável negar a importância que projetos como Samba da Vela, Pagode do Cafofo, Samba da Laje, Berço do Samba de São Mateus, Comunidade do Samba de Mauá, Rua do Samba Paulista e inúmeros outros, têm para que o samba se dissemine e ganhe novos seguidores.
O fato é que São Paulo não é só garoa, a Bahia não é só acarajé, em Minas não tem só queijo e que no Camisa, Bixiga, na Vela, no Pelourinho, no Triângulo Mineiro, Parque Barigui, na Lapa, na Asa Norte... o samba ecoa.
A chama não se apagou
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