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Minimalismos

Peguei meu cavaquinho e decidi fazer um samba. Mas não um samba bonitinho, decidi fazer um samba roots mesmo.

Chamei quem samba miudinho e também que versa direitinho.
Carlinhos, Martinho, Pagodinho, Almirzinho, Arlindinho, Barberinho, Neguinho, Paulinho, Marquinhos, Toninho e de SP veio o Luizinho, Chapinha e Sombrinha.

O samba começou na cozinha, em Lá (menor é claro).

Rolaram sambas de Nelson Cavaquinho, Miltinho, Vassourinha e Casquinha.
A ordem era um samba miudinho, por isso não deixaram entrar Henricão, Murilão, Paulão, Geraldo Babão, Leci Brandão, Jorge Aragão, Maurição e Yeda Maranhão, que vinham com Surdão e Violão para cantar Jamelão.

Até de manhãzinha entoamos sambas, pagodes e marchinhas devagar, devagar, devagarinho.



A chama não se apagou


CPI no Samba



Informamos em primeira mão a notícia que irá ocorrer uma CPI no Samba.
O investigado é acusado de calúnia, difamação e favorecimento de prostituição do samba.
O músico popularesco afirmou ao portal G1 que mudou um pouco a história do samba, isso agravou a sua situação que já não era das mais favoráveis.
Ele que entrou em um grupo que já tinha uma trajetória e fincou suas raízes nas terras fofas das músicas universitárias. Como resposta, o doutor, historiador, cantor e compositor Nei Lopes afirma que "sua atitude foi muito pretensiosa". Noca da Portela ficou tão ofendido quanto todos nós sambistas: "Ele mudou o que? Pelo amor de Deus... ele não é sambista...".
Vários outros sambistas, de todos os cantos, se indignaram com essa afirmação.


Geraldo Pereira mudou um pouco a história do samba, sincopou a coisa;
Cartola mudou um pouco a história do samba, criou letras de uma simplicidade sofisticadíssima, difíceis de serem copiadas;
Almir Guineto mudou um pouco a história do samba, adaptou e inseriu o banjo no samba;
Ubirany mudou um pouco a história do samba, criou o repique de mão.
Sereno mudou um pouco a história do samba, criou o tantan.


Poderia dizer até, muito pretensiosamente, que Maurílio de Oliveira, Magnu Souza, Chapinha e Paquera mudaram um pouco a história do samba, criando a Comunidade do Samba da Vela, reduto de compositores e valorizando novamente o samba paulista que vinha desgastado por dezenas de grupinhos e cantorezinhos que acham que por serem famosos são sambistas.


Agora, me diga você, qual é o pouco que Thiaguinho mudou? Eu hein! Rosa.


O samba não fecha as portas para ninguém, pelo contrário, quer abraçar a todos. Porém, como diria Jorge, respeite quem pode chegar onde a gente chegou.






A chama não se apagou


@meusambaeroots

Em Angola tem galinha D´angola?


Quem nunca se fez essa pergunta? Ou alguma outra como 'se quando tomamos banho estamos limpos, pra que lavamos a toalha'?
Aliás, de tão angustiado que estava com essa dúvida, a primeira coisa que fiz quando conheci um angolano foi perguntar se existia galinha d´angola lá.
A resposta: Sim, tem. Mas lá em Angola são só galinhas.
Fiquei intrigado com a resposta e aproveitei pra comparar com um trecho de uma entrevista da Teresa Cristina que citou a expressão pejorativa "Pagode Paulista".
Nada contra a Teresa, mas sim com a atribuição. Pagode, que não é ritmo, é um generozinho ramificado do samba que, assim como o próprio samba raiz, pode ser feito em qualquer parte do planeta água. Ou, por acaso, um samba feito no Marrocos seria um Samba Marroquino? Não. Seria simplesmente samba.
Se você já entendeu onde eu quero chegar, em seu rosto a essa hora deve estar estampado um sorriso maroto.
O fato é que samba é em qualquer lugar, São Paulo não é só garoa, mas as galinhas angolanas no Brasil, são galinhas d´angola mesmo.



A chama não se apagou

Avassaladores estão na moda, mas partido alto mora no meu coração

Não tem jeito. O funk pode ser o som do momento, o rock pode ter mais agressividade, o MPB pode parecer mais cult e por mais que os milhares de ritmos universitários, que surgem de ano em ano, dominem as rádios, nós gostamos mesmo é do partido alto, cantado e batido na palma da mão.
O samba me acalma e o partido alto traz alegria e diversão entre seus versos bem pensados e irreverentes. Como diria Almir Guineto, também conhecido como o rei do partido alto, cante um samba pra mim, um samba bom de verdade, pare com essas loucuras o que a gente procura é a felicidade.
Concordo Almir, a galera tem que parar com essas loucuras de inventar sub-ritmos e cantar aqueles sambas de partido alto com a faca no prato e batido na mão.
Aliás, trouxe no vídeo abaixo um samba que, já algum tempo, queria apresentar no Meu Samba é Roots, uma composição de Chapinha e Azumbuja, dois compositores do Samba da Vela, um importante reduto de sambistas na zona sul da capital paulista.


A chama não se apagou

@camposdennis

Me desculpe, Jobim


O nosso samba é tão rico a ponto de ter ramificações que ganham espaço, ganham o Brasil e ganham o mundo.
Na década de 50, por exemplo, surgia a bossa nova, um ritmo embalado pela levado do samba, mas com uma influência americana, que ganhava força na época, Alcione afirma que o samba é primo do jazz. O que deu um certo glamour ao novo estilo de grandes nomes como João, Vinícius, Tom e Luiz.
Entretanto, com toda a sinceridade, embora eu goste desse ar sofisticado da Bossa, prefiro falar de amor ou das coisas boas da vida, ao som cotidiano de um samba. Criado ao som de um cavaco, ninado no meu quintal, que sofre um pouco mais de preconceito, é verdade, mas não menos inteligente e influente que um piano de cauda.
Aliás, Jobim que me desculpe, mas o samba está na veia.


A chama não se apagou

Não é só garoa

Se o poeta falou, talvez ele mesmo não repetiria que a terra da garoa é o túmulo do samba. Como já disse Quinteto em Branco e Preto: São Paulo tem bamba, tem samba e muita gente boa.

São Paulo revela, cada vez mais, grandes sambistas e, mais que isso, referências para o samba de todas as gerações. E não são dois ou três para dizer que temos um ou outro sambista. Só para dar alguns exemplos daqui saíram nomes como Geraldo Filme, Paulo Vanzolini, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa que inclusive figura no livro dos recordes como o grupo de samba mais velho do mundo, Thobias, Quinteto em Branco e Preto e muito outros nomes que fizeram e fazem a diferença no samba.

Quem é do samba sabe que não importa a origem, mas sim, a qualidade e o amor ao ritmo nosso de cada dia. Infelizmente não temos a mesma quantidade de bambas que o Rio de Janeiro produziu ao longo da história. O que é uma pena, pois se todos os estados brasileiros tivessem, o mundo consumiria o samba da mesma maneira que consome o rock.

De qualquer forma, é inevitável negar a importância que projetos como Samba da Vela, Pagode do Cafofo, Samba da Laje, Berço do Samba de São Mateus, Comunidade do Samba de Mauá, Rua do Samba Paulista e inúmeros outros, têm para que o samba se dissemine e ganhe novos seguidores.

O fato é que São Paulo não é só garoa, a Bahia não é só acarajé, em Minas não tem só queijo e que no Camisa, Bixiga, na Vela, no Pelourinho, no Triângulo Mineiro, Parque Barigui, na Lapa, na Asa Norte... o samba ecoa.

A chama não se apagou

@camposdennis

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Mudou bastante, mas já foi uma família

Samba é cultura e samba é retrato de uma sociedade em determinado período. Traduzindo: o que antes era: "mas papai não quer deix...

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