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Esta é a última semana?


Sei que vou morrer, não sei o dia. Levarei saudades da Maria.
Alguém me avisou que vai ser o fim do mundo.

Os pobres Maias, nunca são lembrados em ocasião alguma, dificilmente se fala dos Maias sem lembrar dos Incas e dos Astecas e quando perguntamos onde viveram cada um desses povos a coisa piora, ninguém sabe explicar.
Do nada, a cultura Maia, virou referência e donos do fim dos tempos.
Você que acompanha o Meu Samba é Roots, acha mesmo que esta é a última semana do ano?

Será que Arlindo Cruz teve mais de 600 músicas gravadas para o mundo acabar assim, de maneira tão sem graça?
Você acha que o samba foi declarado patrimônio da humanidade e esse título duraria menos de uma década?
Que o samba morreria antes de completar 100 anos?


Isso é bem pouco provável. Vou até fazer o meu Testamento de Partideiro, mas não vou esquentar minha cabeça, aconteça o que aconteça vou brincar meu carnaval. Como diria a Marrom. Vou ouvir um belo samba e ver quem é de chorar, chorar. Pois sei que esta não é a última semana e sei que no dia 22 a chama não vai se apagar.



Uma dose diária de rock


(relatos abaixo baseados em acontecimentos rotineiros)


O que seria dos sambistas sem o transporte coletivo?
E mais: o que do mundo sem música?

Caos.
Stress geral.
Vazio.
Uma paz.

Paz? Sim, não digo o mundo todo, mas pelo menos os transportes coletivos seriam muito mais harmoniosos, sem funk no celular, ou sem um rock que, embora no fone de ouvido, faz com que todos ao redor escutem.
Não critico a qualidade da música, mas somente o volume.
Nunca obriguei ninguém a escutar Candeia no trem (mas até que não seria má ideia colocar um pouco de poesia nas manhãs de todos).
Hoje já tive minha dose diária de rock e estou mais feliz ainda que aquela antiga previsão não se concretizou (aquela que o samba iria acabar e que o negócio é rock, lembra?).
Aliás, Paulinho já escutava esse papo furado que o samba acabou, mas só se foi quando o dia clareou. 
Ainda bem que a chama não se apagou, pois já estava até com medo de pensar a Vai-Vai na avenida, dançando rock enredo.
Pelo menos aqui no meu samba é roots, rock só se for samba.


Minimalismos

Peguei meu cavaquinho e decidi fazer um samba. Mas não um samba bonitinho, decidi fazer um samba roots mesmo.

Chamei quem samba miudinho e também que versa direitinho.
Carlinhos, Martinho, Pagodinho, Almirzinho, Arlindinho, Barberinho, Neguinho, Paulinho, Marquinhos, Toninho e de SP veio o Luizinho, Chapinha e Sombrinha.

O samba começou na cozinha, em Lá (menor é claro).

Rolaram sambas de Nelson Cavaquinho, Miltinho, Vassourinha e Casquinha.
A ordem era um samba miudinho, por isso não deixaram entrar Henricão, Murilão, Paulão, Geraldo Babão, Leci Brandão, Jorge Aragão, Maurição e Yeda Maranhão, que vinham com Surdão e Violão para cantar Jamelão.

Até de manhãzinha entoamos sambas, pagodes e marchinhas devagar, devagar, devagarinho.



A chama não se apagou


Fim das férias! Meu samba é roots está de volta



Após um período de folga, o nosso, o seu, o Meu Samba é Roots está de volta.
Hoje temos algumas das frases geniais do samba, daquelas que nos fazem pensar e pensar como alguém chega a tal conclusão.


Um vazio se faz em meu peito. E de fato eu sinto em meu peito um vazio.


Perdi meu amor chorei, meu pranto molhou o mar.


Se a alma é fraca, pra que ponto forte?


Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor.


Com você meu sono é colorido, mesmo sem dormir eu fico a te sonhar.


Mandei meu dicionário às favas. Mudo é quem só se comunica com palavras.


O samba me arrepia, porque vem da alma e não do coração.


Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim.


Se era Deus, subi ao palco pra pedir perdão. Quando eu era eu, ou não eu, sim ou não?

Nasceu no passado, hoje está no presente, quem samba uma vez samba eternamente.


Essas são apenas algumas das inúmeras poesias contidas no samba. Você se lembra de mais alguma? Colabore também, escreva abaixo outras frases geniais do nosso samba.




A chama não se apagou


@camposdennis

Folhas Secas - Samba Roots da Semana




O samba roots da semana traz um clássico da Estação Primeira de Mangueira: Folhas Secas, uma composição de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito na voz da Madrinha do Samba Beth Carvalho.



A chama não se apagou!


E se os sambas fossem personalidades?


Emília - Retalhos de Cetim (Benito di Paula)

José Mayer - Mulheres (Martinho da Vila)

Seleção Brasileira Sub 17 - Crianças do Brasil (Sensação)

Rodela - Boca sem dente (Fundo de Quintal)

Antônio Palocci - Me engana que eu gosto (Marquinhos Santhana)

Joel Santana - Eu não falo gringo (João Nogueira)

Hebe Camargo - Rugas (Nelson Cavaquinho)

A chama não se apagou

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