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Sonhei que um dia


Raramente lembro do que sonho, mas acho que quando o sonho é especial a mente faz uma força pra resgatar.
O sonho que tive essa noite é o sonho de qualquer sambista: estar numa roda de samba só com bambas de primeiríssima escala.
Já sonhou em dividir versos e tocar ao lado de Ubirany e Zeca Pagodinho?
Como isso não é uma exclusividade minha, Marçal também irá contar seu sonhos, porém com bambas que já se foram, num Canto Sublime. É o samba roots da semana.



A chama não se apagou

CPI no Samba



Informamos em primeira mão a notícia que irá ocorrer uma CPI no Samba.
O investigado é acusado de calúnia, difamação e favorecimento de prostituição do samba.
O músico popularesco afirmou ao portal G1 que mudou um pouco a história do samba, isso agravou a sua situação que já não era das mais favoráveis.
Ele que entrou em um grupo que já tinha uma trajetória e fincou suas raízes nas terras fofas das músicas universitárias. Como resposta, o doutor, historiador, cantor e compositor Nei Lopes afirma que "sua atitude foi muito pretensiosa". Noca da Portela ficou tão ofendido quanto todos nós sambistas: "Ele mudou o que? Pelo amor de Deus... ele não é sambista...".
Vários outros sambistas, de todos os cantos, se indignaram com essa afirmação.


Geraldo Pereira mudou um pouco a história do samba, sincopou a coisa;
Cartola mudou um pouco a história do samba, criou letras de uma simplicidade sofisticadíssima, difíceis de serem copiadas;
Almir Guineto mudou um pouco a história do samba, adaptou e inseriu o banjo no samba;
Ubirany mudou um pouco a história do samba, criou o repique de mão.
Sereno mudou um pouco a história do samba, criou o tantan.


Poderia dizer até, muito pretensiosamente, que Maurílio de Oliveira, Magnu Souza, Chapinha e Paquera mudaram um pouco a história do samba, criando a Comunidade do Samba da Vela, reduto de compositores e valorizando novamente o samba paulista que vinha desgastado por dezenas de grupinhos e cantorezinhos que acham que por serem famosos são sambistas.


Agora, me diga você, qual é o pouco que Thiaguinho mudou? Eu hein! Rosa.


O samba não fecha as portas para ninguém, pelo contrário, quer abraçar a todos. Porém, como diria Jorge, respeite quem pode chegar onde a gente chegou.






A chama não se apagou


@meusambaeroots

Décimo programa - Meu Samba é Roots



Tudo é festa. Assim resumiu Ubirany a entrevista para o Meu Samba é Roots (que pode ser lida na íntegra clicando aqui). Além da grande participação do inventor do repique de mão neste humilde programa, músicas clássicas foram resgatadas neste episódio. Não perca tempo e confira a décima edição do Programa meu Samba é Roots.





A chama não se apagou


@camposdennis

Entrevista com Ubirany


No último sábado, presenciei mais um grandioso show do Fundo de Quintal, com músicas que não se vê em todo show como: Merece Respeito e Lá debaixo da Tamarineira (do novo álbum). Ao final do show, Ubirany (que me surpreendeu novamente com repicadas que saíam de suas mãos quase imóveis) concedeu uma entrevista exclusiva ao Meu Samba é Roots. Confira:


Meu Samba é Roots: Qual é a importância da indicação do Fundo de Quintal para o Grammy latino para o Fundo de quintal?
Ubirany: Pra nós, que seguramos a bandeira do samba com o maior prazer, assim como tantos outros sambistas, é uma realização, porque o importante nem é ganhar. É simplesmente o fato de ser indicado e estar nessa relação de pessoas homenageadas do mundo inteiro. Então, pra nós do Grupo Fundo de Quintal, significa mais uma conquista muito prazerosa e nós estaremos lá tentando representar dignamente o samba brasileiro.

Meu Samba é Roots: São 50 anos de Cacique de Ramos, como que você, que faz parte disso, se sente com realização a isso?
Ubirany: Eu sou um dos fundadores do Cacique de Ramos, um dos fundadores do Grupo Fundo de Quintal. O Cacique de Ramos 50 anos, o FDQ vai pra 54. Então pra mim tudo é festa: Cacique de Ramos, enredo da Mangueira, Fundo de Quintal no Grammy Latino. Enfim, nós estamos em festa, é tudo festa.

Meu Samba é Roots: Como fã do Fundo de Quintal, eu sempre quis ver um show com músicas que não estão no repertório com freqüência e as músicas que vocês gostam. Os dois últimos DVDs (O quintal do samba e Vou Festejar) revelaram um pouco disso?
Ubirany: Os DVDs tinham, sim, bastante disso. Agora neste nosso último CD, nós já fizemos uma outra coisa: nós fizemos uma busca das músicas inéditas. Que nós tínhamos parado de gravar um CD com músicas inéditas, então foi “mó” prazer. Não vou dizer que foi só de músicas inéditas, porque tiveram três pra representar aquelas coisas que a gente sempre gostou de cantar. Mas foi legal. Tá ai um repertório muito bonito, um CD lindão que se Deus quiser vai acontecer.

Meu Samba é Roots: Pra você, falta alguma coisa no samba hoje? Como que você enxerga o cenário do samba?
Ubirany: O cenário do samba é uma coisa muito aberta. Então é cada um fazer o samba do jeito que gosta, como gosta. Então nós do Grupo Fundo de Quintal é que não abrimos mão de cantar e fazer o samba do nosso jeito. Agora se tem samba romântico, um pagode, não sei o que...não tá tudo bem, tá todo mundo cantando o que gosta. Agora, nós que não abrimos mão de cantar samba do nosso jeito.

Meu Samba é Roots: Cantar ou compor?
Ubirany: Cantar, compor, dançar o samba...tudo que explica o samba do nosso jeito.

Meu Samba é Roots: Pra acabar cadê o Flavinho? (Nesse show o Flavinho Silva esteve ausente)
Ubirany: O Flavinho não está bem não. Deu um susto na gente.

Meu Samba é Roots: Sério? Qual foi o problema?
Ubirany: Sim, ainda no palco. Ainda participou do show e saiu direto pra uma clínica para fazer uma bateria de exames, estava com uma dor de cabeça incessante e teve que voltar pro Rio foi transferido e tá lá em tratamento.Mas vai ficar bem, daqui a pouco se Deus quiser.
Meu Samba é Roots: Com certeza. Obrigado, Ubirany, melhoras para ele e muito sucesso para o FDQ.

A chama não se apagou


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