
Na última terça, assistindo à novela Insensato Coração, que aliás poderia ser Insensato Destino, vi mais um pagode sendo interrompido por motivos de força maior.
Nesse capítulo, enquanto se ouvia um belo samba, o dono da casa chegou expulsando a galera, alegando que os vizinhos estavam reclamando.
Isso me fez lembrar minha última passagem pelo Catete, no Rio, quando um policial militar veio anunciar na roda que alguma madame da vizinha queria o fim do samba, que já passava das 22h.
Mas o que a vizinha não contava é que o guarda também era de sambar e pediu para os batuqueiros tocarem 'baixinho'.
O puxador do samba, mas do que depressa e como todo bom malandro, tratou de entoar um novo refrão, que ficou mais ou menos assim:
"O guarda pediu pra tocar baixinho,
o guarda pediu pra tocar baixinho..."
Como dizem: tudo acaba em samba e pra que discutir com madame?
A chama não se apagou