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Mário Sérgio de volta ao Fundo de Quintal


O bom filho à casa torna.
O Grupo Fundo de Quintal, após patinar um pouco em busca de uma voz e de um cavaquinista linha de frente, reintegra um de seus mais importantes integrantes e compositores: Mário Sérgio.
Mário Sérgio trilhou solo por alguns anos, emplacou alguns bons sambas como Na Laje e Maria do Samba, porém seu lugar é no FDQ.
Como todo bom sambista fico feliz em poder ver novamente a bela formação do Fundo de Quintal com Bira, Ubirany, Sereno, Ronaldinho, Ademir Batera e Mário Sérgio.
(Cá entre nós, só faltou o Cléber Augusto).

A chama não se apagou

Chega Fevereiro é Carnaval



Dizem que o ano só começa após o carnaval.
Essa data é um divisor do ano no calendário de qualquer brasileiro. Marcada, principalmente, pelo samba, o carnaval é um business gigante, uma indústria que movimenta milhões, seja nas emissoras de televisão, nos sambódromos ou até mesmo nas vendas de fantasias.
Artistas, que nunca frequentaram uma roda de samba, aparecem na avenida como destaque, madrinhas e quaisquer outras denominações possíveis de se colocar.
Em apenas 4 dias, o samba consegue ser tudo o que não é os outros 361 do ano: uma grande vitrine elitizada, com milhares de passistas, ritmistas e tantos outros componentes que estão ali somente pela exposição.
Do ponto de vista de preservação da nossa cultura e valorização da arte, é ótimo. Mas como este é um blog de samba e opinião, tenho que expressar minha mais profunda admiração por quem vive disso e respira a escola o ano inteiro e minha contrariedade para com o que fazem do samba nessa época.
As escolas são berços da maioria dos grandes nomes do samba, são um verdadeiro espelho para quem quer aprender o samba, como já disse Mário Sérgio: se você quer aprender artes, vá na escola de artes; se você quer aprender computação, vá na escola de computação; se você quer aprender samba, vá na escola de samba. Entretanto, não consigo enxergar a essência do samba nesses 4 dias, tampouco sambas marcantes como de outrora.
Para terminar: sou fã das escolas de samba e do trabalho que realizam, só não acho que sambar na avenida com uma fantasia toda pomposa, como destaque ou rainha seja ter samba na veia. Nosso samba é mais que os carnavais. Não acaba quarta-feira.






A chama não se apagou


@camposdennis 

Raridade. Entrevista com FDQ no Cacique de Ramos



Raridade. Assista essa reportagem e compare o que mudou no jeito de fazer samba do Grupo Fundo de Quintal desde a década de 1990: nada.
Tirando a saída de alguns integrantes, a paixão, os instrumentos e a essência continua a mesma, se não tiver mais forte. Vale a pena assistir a reportagem, extraída de um VHS, e se orgulhar junto comigo de termos no Brasil e no samba um grupo tão apaixonado pelo que faz. 
Seja como for, até hoje o coro come debaixo da velha árvore e é assim que se faz samba lá debaixo da tamarineira.





Leia a entrevista do Meu Samba é Roots com Ubirany.


A chama não se apagou


@camposdennis

Sei que não valeu te amar - Duetos


Fazia tempo. Aliás um bom tempo que não via na programação de uma rádio 6 sambas de verdade entre as mais pedidas. Zeca, Arlindo, Fundo de Quintal, Dudu Nobre, Diogo Nogueira, Leci e Mário Sérgio despontam entre tantas músicas popularescas.
Os últimos, dividem um grande dueto: Sei que não valeu te amar.




A chama não se apagou

Me desculpe, Jobim


O nosso samba é tão rico a ponto de ter ramificações que ganham espaço, ganham o Brasil e ganham o mundo.
Na década de 50, por exemplo, surgia a bossa nova, um ritmo embalado pela levado do samba, mas com uma influência americana, que ganhava força na época, Alcione afirma que o samba é primo do jazz. O que deu um certo glamour ao novo estilo de grandes nomes como João, Vinícius, Tom e Luiz.
Entretanto, com toda a sinceridade, embora eu goste desse ar sofisticado da Bossa, prefiro falar de amor ou das coisas boas da vida, ao som cotidiano de um samba. Criado ao som de um cavaco, ninado no meu quintal, que sofre um pouco mais de preconceito, é verdade, mas não menos inteligente e influente que um piano de cauda.
Aliás, Jobim que me desculpe, mas o samba está na veia.


A chama não se apagou

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Mudou bastante, mas já foi uma família

Samba é cultura e samba é retrato de uma sociedade em determinado período. Traduzindo: o que antes era: "mas papai não quer deix...

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