É melhor ser alegre que ser triste. Já dizia o poeta.
Como já disse também Nelson Cavaquinho: não choro pra ninguém me ver sofrer de desgosto.
Ou como diria aquele outro samba: mas se é pra chorar, choro cantando, pra ninguém me ver sofrendo e dizer que estou pagando.
O fato é que quando se está triste por um desamor, se um novo amor não resolve, nada melhor do que transformar a tristeza em alegria, como fizeram Cartola e Carlos Cachaça nesse belo samba.
Um amor maior que dinheiro, amor maior que eu, maior que o vemos por aí, um amor vivendo em tom de liberdade.
Um amor escrito pelo poeta Luiz Carlos de todas as Vilas, cantado num samba sem alvará, na magnífica voz de Moyseis Marques.
Seguindo a indicação do Pedro Gabriel, um leitor do Meu Samba é Roots, o destaque do blog recorda o primeiro samba roots da semana, há quase dois anos, uma voz marcante cantando um outro bamba.
Vale (e muito) a pena conferir e ver que a chama não se apagou.
Quando se trata de amor, não adianta. Erramos, erramos e erramos, apanhamos, apanhamos, apanhamos e, de tempos em tempos, repetimos tudo de novo.
Na ingenuidade, acreditamos em tudo, como se do amor não entendêssemos nada.
Nesse clima de inocência é que embalamos o nosso samba roots da semana, com uma canção de Serafim Adriano, que já foi gravada por Roberto Ribeiro e Leandro Sapucahy, agora na voz de Dona Inah.
Como isso não é uma exclusividade minha, Marçal também irá contar seu sonhos, porém com bambas que já se foram, num Canto Sublime. É o samba roots da semana.
Li a notícia essa semana: incêndio destrói acervo pessoal de um dos maiores colecionadores de arte do país.
Seja falha elétrica, mecânica, humana esses acidentes vivem ocorrendo no mundo inteiro e não é de hoje.
É lamentável ver como patrimônios da humanidade são destruídos em segundos. Não coloco a culpa em ninguém, deixo essa parte para os peritos. Somente manifesto aqui a lamentação do Meu Samba é Roots por essa perda e de muitas outras. Até mesmo o acervo do Chaves já foi perdido em um incêndio na emissora.
Dentre as obras, queimadas no apartamento do colecionador estavam quadros de Tarsila do Amaral e Olha o Samba de Cândido Portinari.
Em homenagem a essa obra perdida, o Meu Samba é Roots trouxe outra obra de arte: Olha o Samba Sinhá, de Antônio Candeia Filho é o samba roots da semana
Seguindo a ideia da última postagem, não importa dia, horário ou época pra sambar.
Dê graças a Deus se é fim de semana e samba até a perna doer.
O samba roots da semana vem na voz de um expoente da boa música brasileira: Ana Costa.
Com 3 discos lançados na carreira (Carnaval, Novos Alvos e, o mais recente, Hoje é o melhor lugar) essa carioca talentosíssima merece destaque e a atenção de você, que ainda não a ouviu.
Pode ser totalmente previsível, mas se você quer uma dica de como agradar um sambista no dia dos pais, aniversário ou quaisquer outras datas dê um (ou mais) bom álbum de samba.
Ganhar dois CDs (Riquezas do Brasil e Quinteto) de um dos melhores grupos de samba da atualidade - e tenho fé que será de todos os tempos - é uma sensação indescritível.
Talvez um X-Box não teria o mesmo efeito de felicidade sobre a pessoa que ganhou essas duas relíquias.
Se você também sente os pelos do braço arrepiarem quando escuta um bom samba e canta com os olhos fechados, certamente você sabe qual a sensação que estou descrevendo.
Ouça abaixo o samba roots da semana, que é irado é sinistro e dos manos também. É o Samba Pop.
Se a farinha é pouca meu feijão primeiro? Parece que os tempos estão mudando, ou não (como diria Caetano). Pelo menos Rey Jordão decidiu racionalizar o consumo em sua casa. Cada pessoa tem sua cota de feijão por mês. Seria isso possível? Cada um comer apenas 110 grãos de feijão exatos? Claro que sim, só aqui no Samba Roots da Semana.
Já diria Benito, acaba a valentia de um homem quando a mulher que ele ama, vai embora.
E, meu amigo, nessa hora não existe mais o machão nem o boêmio.
Aquele papo de vem curar o seu nego que chegou de porre lá da boemia, era só no tempo da Amélia.
Se as mulheres são até presidentes, imagine o que não podem fazer com um malandro que pensa que ainda vive na década de 30?
É malandro, eu ando querendo falar com você, fica esperto, quem tem seu biscoitinho guarda no bolso pra não pedir desculpas por suas andanças. Porque Inez foi embora e Maria não volta mais.
Almir Serra, Almmirzinho, carioca da gema ou paulista da garoa. Chame como quiser. Mas o fato é que um grande sambista está de volta aos palcos das casas de samba.
Depois de gravar um trabalho em um estilo novo, Almir volta para a casa do samba, que é o lugar dele, com seu estilo que contém suavidade nos dolentes e a malandragem nos partidos.
A música de trabalho: Voltando pra casa é o samba roots da semana.
O cara não é dos mais carismáticos, não está em boa situação, mas, se você ler o post até o final você entenderá o porquê do viva!
- Nasceu careca (até ai, tudo bem) depois o cabelo cresceu, mas caiu de novo.
- Quando pequeno não devia ser um padrão de beleza e quando cresceu também não mudou.
- Foi batizado de Demóstenes, imagina o que esse pobre coitado não foi zuado na escola.
- Virou senador, mas está caindo na torrente da Cachoeira
- Perdeu o partido.
Então, o que esse homem fez demais para merecer uma postagem exclusiva no melhor blog de samba e opinião?
Simples. Ele tem bom gosto. O que ele faz ou deixa de fazer é problema dele, da impressa., da opinião pública, dos 3 poderes e de qualquer um, menos de quem só quer começar a quarta-feira ouvindo uma boa música.
E, como eu precisava de uma indicação para o samba roots da semana, decidi me inspirar no discurso do, ainda, senador.
Viva Demóstenes e qualquer outro que colabore com o samba e que tenha bom gosto.
Já está na boca do povo. O samba roots da semana traz a única música cantada por Zeca no álbum Quintal do Pagodinho.
Em um outdoor é o samba que abre o CD e DVD de um mestre do samba que, prova novamente sua humildade, em um trabalho que privilegia seu BG. Os compositores de suas canções são a bola da vez.
Será que tem algum segredo? Amar. Sorrir. Ficar próximo de pessoas queridas. Ter fé. Ir a um bom samba. Enfim, saber curtir a vida. Essas são algumas receitas da sorte para se viver melhor. Um grande samba do Fundo de Quintal já nos mostrava como viver melhor, pois entre lamento e sofrimento, mas vale o divertimento do que lamentar. Corra, corra atrás do seu amor e escute esse belo samba que, se a vida está ruim, vai melhorar.
Quás das quás quas cus lá cus quás cusquás cusquás
Já se perguntou o que quer dizer essas interjeições, grunidos ou sons estranhos, se assim preferir, ritmados pelos Demônios da Garoa?
Eu sempre me pergunto de onde vem esses sons que parecem totalmente sem sentido.
Eu disse Parecem? Pois é, a partir de agora não parecem mais. Recorrendo aos bons e velhos Programas Ensaio, de 1973, descobri que isso é um estilo próprio, inspirado nos engraxates.
Acredita? Você deve estar se perguntando, o que isso tem a ver com a hora do Brasil (como diria um amigo meu)?
Os engraxates que ficavam pelo centro de São Paulo, na época, batucavam em suas caixas enquanto cantarolavam coisas similares e os ouvidos atentos captaram e reproduziram para ganhar as grandes massas.
Trem das Onze, a famosa canção do saudoso Adoniran Barbosa veio ilustrar o samba da capital paulista. Hoje, 25 de janeiro, aniversário da maior metrópole do país, o samba estará espalhado pela cidade. Haverá apresentações da Bateria da Rosas de Ouro, Neguinho da Beija-flor, além de todas as rodas informais que rolam em todos os subúrbios da capital. Muitos bambas como Geraldo Filme, Quinteto em Branco e Preto e Thobias da Vai-Vai poderiam representar o samba da terra da garoa. O escolhido da vez foi Adorinan Barbosa, com a canção que todo cidadão brasileiro sabe cantarolar. Trem das Onze é o Samba Roots da Semana.