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Show do Quinteto. Corri pra ver


A melhor parte da era da informação é a velocidade e facilidade com que temos acesso à própria informação.
Fui muito redundante? Então vou dar um exemplo prático:
Na última sexta enquanto passeava pelo Facebook, fui citado em um post pelo #meucriticofavorito que me mostrou um show de graça do Quinteto em Branco e Preto.
Bons sambas, comida de graça e pênalti, só perde quem é trouxa.
Sendo assim, corri pra ver  um dos maiores grupos de samba da atualidade e um dos fortes candidatos ao posto de próximo Fundo de Quintal (clique aqui e saiba mais).
Se você ainda não assistiu esse show, então assita, mas não precisa correr muito, pois a chama não se apagou e nem se apagará.




Pixinguinha e Velha Guarda do Samba

Este é um documentário que foi desenvolvido ao longo de 50 anos. São apenas 10 minutos, mas de grande conteúdo sobre Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba. Imagens raras e clássicos como Patrão prenda seu gato.
Preste atenção em detalhes como a levada do pandeiro e o bom e velho samba com a faca no patrão.
Este documentário é goiabada cascão.


A chama não se apagou

O trem do samba paulista


Aconteceu neste último sábado a 6ª edição do Trem do Samba Paulista, organizado pelas comunidades Terra Brasileira e Samba de Terreiro de Mauá.

Bom, esta foi a parte jornalística. Agora vou narrar na minha versão:

Vi no blog Samba Cidade, na última sexta, que a terra da garoa também teria a sua versão do tradicional trem do samba, tradicionalíssimo no Rio de Janeiro. Até então, para mim, isso era novidade. Chamei quem eu pude,  mas como todos estariam ocupados, decidi ir só.

Marcado para começar às duas, no quintal onde rola o samba da Terra Brasileira, decidi esperar na estação. Fiquei lá por 40 minutos e nada, fui até o ponto de encontro e me deparei com cerca de 10 pessoas, das quais guardo novos amigos como Magrão, Dudu, PC, Vaca, Robsão e alguns que não me recordo o nome.
Confesso que ameacei ir embora, mas quando fui ao portão me deparei como uma lenda viva do samba chegando: Waldir 59, o mais antigo compositor, protagonista e detentor da história do samba do Rio de Janeiro. Pensei: se Waldir 59 está aqui, quem sou eu para ir embora?

O quintal foi enchendo, o samba fervendo, embalado por canções da Velha Guarda da Portela. Quando o pessoal decidiu ir para a estação de trem do bairro de Arnesto, já era horário de pico e o samba incendiou a estação.
Naquele momento, o retorno do trabalho deixou de ser um momento estressante e passou a ser um autêntico terreiro de samba, que durou até a estação Guapituba. Lá, o samba continuou no Samba de Terreiro de Mauá.

Pronto, o Dia do Samba estava plenamente comemorado na terra da garoa.



 Samba no quintal onde rola a Terra Brasileira


Rumo à estação, o pagode ferver nas ruas do Brás

 
Enquanto aguardava o trem, a galera da estação ficou em clima de festa

 
Não precisaria de legenda, basta falar que o samba está na veia e... 


A chama não se apagou


1800 colinas - Luana Carvalho e Velha Guarda da Mangueira - duetos



Subi mais de 1800 colinas
Não vi nem a sobra de quem eu desejo encontrar
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor, ôôôô
Pra matar a saudade que quer me matar


Eu queria dar sossego ao meu coração
Mas fui infeliz no amor
Fui gostar de quem não gosta de ninguém
E hoje só me resta dor


A letra é só esse pedacinho aí, mas este belo samba não cansa de surpreender a cada nova voz que o apresenta.
A vez, agora, é de Luana Carvalho, filha da madrinha do samba, e da digníssima Velha Guarda da Mangueira. Confira o dueto:




Quantas lágrimas - Duetos


Portela, o baú de jóias citado por Zeca Pagodinho. De lá saíram e saem compositores primorosos, como Manacéia. Em setembro de 1970, foi lançado o LP Portela, passado de glória, produzido por Paulinho da Viola, que trazia a canção Quantas Lágrimas, de Manacéia José de Andrade.
Quatro anos mais tarde, Cristina Buarque de Holanda seria a primeira a regravar esse belíssimo, seguida por Paulinho da Viola, Teresa Cristina e Grupo Semente, Marisa Monte e por aí vai.
Vale a pena conferir esse belíssimo dueto.


A chama não se apagou
@camposdennis

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