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Arlindo Cruz, o Sambista Perfeito

Elegante do jeito Paulinho, Cativante do jeito Martinho. Arlindo Cruz conseguiu descrever, em um samba, o sambista perfeito. A faixa que deu nome ao álbum, lançado em 2007, tornou-se o apelido do próprio Arlindo. Na música são reveladas suas referências, como seu professor Antônio Candeia.


O sambista perfeito devia nascer com a luz de Candeia
Que animava o terreiro em noite de chuva ou de lua cheia
E ainda ser valente sem dar bofetão, cabeçada ou rasteira
Mas brigar pela arte, a parte melhor de Geraldo Pereira

Elegante do jeito Paulinho
Cativante do jeito Martinho
Ser malandro e contagiante do jeito Zeca Pagodinho

Orfeu intuitivo, senhor e cativo nas artes do amor
A vida aventureira e no bolso a carteira de trabalhador
Um lenço muito bem perfumado
O sapato de cromo engraxado
O sambista completo devia ser neto dos antigos bambas

Mente aberta no corpo fechado
Contra plágio, pedágio e muamba
O sambista perfeito devia ser feito à imagem do samba

A chama não se apagou

@camposdennis

Quem será o próximo Fundo de Quintal?

Quem está acostumado a ver o Fundo de Quintal implacando grandes sucessos e clássicos do samba e da música popular brasileira já deve ter se perguntado: quem será o grupo que irá substituir esses gênios do samba?
Nessa hora a comparação com o futebol é inevitável. Surgirá um novo Pelé? Messi é o novo Maradona? Todos têm seus palpites. Mas parece que dentro de campo é mais fácil de responder do que saber quem será o novo grande nome do samba.
Vou colocar algumas dicas dos grupos que podem ser, logicamente, um dia, talvez, a referência no samba.



Casuarina: É o representante do boêmio bairro da Lapa. Fazem um trabalho de resgate das músicas que construíram, não só o samba, como a música popular brasileira. Tocam um samba agradável que me lembram os antigos bambas.


Partideiros do Cacique: Se o fator 'casa' pesar na carreira, os Partideiros do Cacique acertaram no local de origem. O grupo tem um estilo de samba bem próximo da geração Cacique de Ramos.

Bambas de Berço: O nome já diz tudo. Essa rapaziada de sangue azul, filhos de compositores e músicos (Arlindo Cruz, Sergio Rufino, Marcos Esguleba, Mestre Coe e Marquinho PQD) faz um samba de muita personalidade.


Toque de Prima: Se o critério principal for a experiência, esse time de feras está bem cotado. Fundado por Ovídio Brito e outros músicos que compunham a banda de nomes consagrados do samba, o Toque de Prima tem uma musicalidade respeitável.


Quinteto em Branco e Preto: Se apadrinhamento ou 'amadrinhamento' fizer toda a diferença, a rapaziada do Quinteto está no caminho certo. Mas os sambistas paulistas, dos bairros de Santo Amaro e São Mateus, mostram com muito estilo e criatividade por que têm a mesma madrinha do FDQ.


Bom Gosto: E se a opinião do próprio Bira Presidente tiver um peso maior? Ele disse que o grupo é a "continuação do grupo Fundo de Quintal". Conhecido como pagodeiros, os músicos do Bom Gosto são, dentre os grupos citados acima, os mais infiltrados na mídia.

Mas será que não existe ainda alguma diferença entre eles e o FDQ?


Na verdade, para ser o novo Fundo de Quintal ou o novo Pelé, é preciso mais do que o esperado.
Pelé não é apenas um recordista que fez 1.000 gols. Ele ganhou 3 das 4 copas do mundo que disputou.
Fundo de Quintal não é mais um grupo de samba. Mas, sim, um celeiro de bambas, de onde saíram Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Mário Sérgio e Cléber Augusto (isso sem contar as feras que ainda estão no grupo).
Lá no fundo de quintal existem compositores fantásticos, músicos que são referência para qualquer sambista e que, juntos, são o segundo grupo de samba com mais tempo de fundação, mestres que inventaram instrumentos e que modificaram o jeito de se fazer samba.
Eu abri essa discussão, mas acho que qualquer um terá que percorrer um grande caminho no samba, embora os grupos citados acima estejam no caminho.
E para você? Qual será o próximo Fundo de Quintal?



A chama não se apagou

Meu Samba é Roots - 15


Almir Guineto, Berço do Samba de São Mateus, Reinaldo, Adalto Magalha, Mário Sérgio, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Nathan.
Nathan? Isso, o pequenino de apenas 3 anos participou deste programa e do tradicional Moro na Roça, música de Xangô da Mangueira, imortalizada por Clementina de Jesus e que caiu no gosto popular depois da versão da dupla Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz.
Confira o Meu Samba é Roots 15. 




A chama não se apagou


@camposdennis

E se os sambas fossem lugares?



Pedreira - E é ai que Quebra a Rocha (Fundo de Quintal)


Algum Lugar no Agreste - Moro Onde não Mora Ninguém (Agepe)


Bora Bora - Quintal do Céu (Zeca Pagodinho)

Colmeia - Doce Refúgio (Fundo de Quintal)


Câmara dos Deputados - Reunião de Bacanas - se gritar pega ladrão... (ExportaSamba)


Feira Livre - Vendi meu peixe (Jorge Aragão)


Itaquerão - Agora ou nunca mais (Roberto Ribeiro)


Caxingó - Lama nas Ruas (Zeca Pagodinho)


Samba na Praia - O Meu Lugar (Arlindo Cruz)


Piscinão de Ramos - Meu Oceano (Leci Brandão)


Continue lendo a série:





A chama não se apagou




Nesta sexta tem samba de qualidade na Lapa

No próximo dia 09, Denise Mattos lança CD, comemora aniversário de 20 anos de carreira produzida por Milton Manhães

Denise Mattos, cantora, compositora e bailarina apresenta seu novo CD, com produção musical de Milton Manhães, celebrando seus 20 anos de carreira da artista. A direção musical do show é de Marcos Salles e contará com a participação especial de Flavinho Silva, ex-vocalista dos Grupos 100% e Fundo de Quintal

No show que tem o mesmo nome do CD, É SAMBA! Denise Mattos, explora todas as vertentes do gênero samba, com o auxílio luxuoso da BANDA DM que traz nessa formação o violonista Roberto Chama e o cavaquinista Rafael Perninha (Samba Com Atitude). A pro
posta desse trabalho é remeter o público ao ambiente das grandes rodas de samba carioca, com o requinte dos instrumentais.

O cenário se utiliza das referências musicais desses 20 anos de estrada da cantora, imagens de sua trajetória e batuques e momentos do SAMBA.
O ponto forte de Denise Mattos (foi por bom tempo caloura do Raul Gil) é as apresentações ao vivo, onde surpreende e entusiasma seu público e vem a cada apresentação conquistando novas plateias.

O CD contem músicas de Arlindo Cruz, Xande de Pilares, Marquinhos PQD, Nenem Chama e André Renato dentre outros nomes consagrados. A música de trabalho do álbum, a canção Mulher de Aço é uma composição inédita de Edu Ferreira que promete conquistar o público, um samba de breque da melhor qualidade, com temática do universo feminino e isso é uma novidade!

SERVIÇO:
Denise Mattos apresentando seu novo CD É Samba
Participação Especial: Flavinho Silva
Local: Rua Joaquim Silva, 98 - Lapa - Rio de Janeiro
Sede do Sindsprev
Hora: 21:00
Convites à venda no local e pelos telefones:
 
(21) 7872-4339
 * 8832-4354
Mesa para 4 pessoas: R$60,00
Individual só na bilheteria: R$20,00
Espaço sujeito à lotação
Classificação etária: 12 anos

Mário Sérgio Fundo de Quintal Morreu

Morre Mário Sérgio, grande nome da música

No centenário do centenário, perdemos um dos maiores nomes da história do samba, das últimas décadas. Mário Sérgio faleceu nesta madrugada, o vocalista que esteve a frente do fundo de quintal por quase 20 anos [durante este período ficou fora por alguns anos, para seguir carreira solo, mas retornou].
O vocalista lutava há algum tempo contra um linfoma e não resistiu ao tratamento. Mário Sérgio, 57, deixou duas filhas e ainda não há informações sobre o velório e enterro, que deverá acontecer em SP.


Um pouco da história de Mário Sérgio

Mário Sérgio é paulista, filho de um cantor de rádio que chegou a cantar Hebe Camargo, dentre outros, mas que parou com a música por conta da mãe de Mário. Desde pequeno a música estava no sangue do vocalista que começou estudando violão, por aproximadamente 5 anos, e ouvia Jorge Ben, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ismael...
Outros estilos também influenciaram na formação de Mário Sérgio, uma das bandas que o influenciaram foi Deep Purple.
Por volta dos 18 anos o cavaquinho passou a ser sua nova paixão e o instrumento que o acompanhou por tantos anos.


Mário Sérgio e o Fundo de Quintal


Em 1990, o Grupo Fundo de Quintal se preparava para sofrer mais uma mudança em sua formação original, a dupla de linha de frente, Arlindo Cruz e Sombrinha, começava a se preparar para seguirem carreira fora do grupo. O primeiro a sair foi sair do grupo foi Sombrinha e Mário Sérgio que já tinha amizade com os integrantes e morava perto da quadra do Cacique de Ramos na época, foi o mais cotado para assumir a vaga. Mário Sérgio já cantava o repertório de cor e salteado e decidiu assumir essa grande responsabilidade.
O primeiro show de Mário Sérgio em 25 de janeiro de 1990, na Quadra da Rosas de Ouro, em São Paulo. 

"Uma coisa eu tinha na cabeça, eu não posso deixar a qualidade cair" disse Mário Sérgio.

Mário seguiu por 18 anos a frente do FDQ e depois saiu para tentar fazer carreira solo. Felizmente retornou após um período, ocupando novamente o posto de vocalista e cavaquinista que vinha sendo ocupado por Décio Luiz e Flavinho Silvio.

Composições de Mário Sérgio

Além da qualidade vocal e sua batida sincopada, um dos símbolos dos partidos cantados pelo curto, como menina da colina, vem me dar um beijo, dentre outros, Mário Sérgio tinha outra habilidade excepcional: compor. Mário compôs músicas que serão eternamente cantadas nas rodas de samba, como:

  • Amor dos deuses
  • Fada
  • Brasil nagô
  • Nas ondas do Partido
  • Rio sem água
  • Menina da Colina
  • Sem rancor
  • Um lindo sonho
  • Canto pra velha guarda
  • Não tão menos semelhante 
  • Chega pra sambar
  • Frasco pequeno
  • dentre outras 

O dia 29 de março, será lembrado como um dia triste para o samba :(





Aquela Imagem - Duetos



O dueto de hoje traz a segunda música que Arlindo Cruz queria ter feito: Aquela Imagem. Gravada no DVD de 20 anos de comemoração do Raça Brasileira, cantada pelo saudoso Luiz Carlos da Vila e Marquinho China.


A chama não se apagou

@camposdennis

Falsa Baiana - Duetos


A briga pela arte, a parte melhor de Geraldo Pereira.
Roberto Silva concorda plenamente com essa afirmação de Arlindo Cruz e divide com Roberta Sá o dueto de hoje.
Falsa Baiana, um grande samba de Geraldo Pereira e mais um belo samba no meu samba é roots.


A chama não se apagou

O Bem


No último post comentei sobre violência, sensacionalismo, enfim: o mal. Hoje, para remediar, falarei do oposto. Algo que ilumina o sorriso e estende a mão.
A música cantada por Arlindo Cruz está sempre no topo das mais pedidas nas rádios. Embora, na minha visão, esteja longe de ser um samba eterno, daqueles lembrados por décadas, a letra é fora de série e traz uma mensagem sensacional.
Vale muito a pena conferir.



A chama não se apagou

Regina Casé reESQUENTA o samba raiz na TV


Embora seja uma verdadeira bagunça, com uma edição cheia de cortes repentinos, o programa Esquenta, exibido pela Rede Globo no início das tardes de domingo, trouxe o bom samba de volta à mídia.

É gente que entra em cena, sai e ninguém percebe, convidados que falam de mais, outros são quase figurantes, mas o fato é que Regina Casé rePOPularizou o samba, que como sempre, tem seu espaço garantido na emissora em período de carnaval.

O programa, que tem na base sambistas como Leandro Sapucahy e Arlindo Cruz, já recebeu outros grandes bambas como Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara.

Isso agrada os amantes do bom samba que, ao acordarem após uma noite boêmia, por volta de meio dia (até nisso pensaram) podem acompanhar uma música de qualidade em seus televisores. O programa se encerrou no último domingo, mas promete voltar no mês de junho. Estamos no aguardo.

Abaixo a vinheta do programa.


A chama não se apagou

@camposdennis


Quando falo de amor - Samba Roots da Semana


A vantagem de ser independente de quaisquer veículos é que se pode publicar o que quiser, sem ter que esperar estourar nas rádios. E é exatamente isso o que o Meu Samba é Roots fará no samba roots desta semana. Lançará uma música do novo álbum do Arlindo Cruz em primeira mão: Quando falo de amor.


A chama não se apagou

Copa 2014, 14 meses de aluguel, Catorze ou Quatorze


Nem a soma de toda essa numerologia, nem os pagamentos atrasados do Seu Madruga, nem a velha pegadinha do catorze ou quatorze são melhores e mais interessantes que o décimo quarto Programa da Série Meu Samba é Roots com os 14 bambas como Marquinhos Santhana, Arlindo Cruz, Grupo Fundo de Quintal e João Nogueira.  



A chama não se apagou

Acreditar? eu não.


Sexta-feira, dia de um belo dueto no Meu Samba é Roots.
Acordei inspirado ouvindo Arlindo Cruz, que me fez lembrar da velha Serrinha, que por sua vez me lembrou de Silas de Oliveira, Tio Hélio, Mestre Fuleiro e da grande dama do samba: Dona Ivone Lara que cantará ao lado de Nilze Carvalho.




A chama não se apagou


@camposdennis

Saiu o novo CD Almir Guineto


Cartão de visita. Este é o título do mais novo álbum do Rei do Partido-alto.
Esse novo disco está bem a cara do Almir: falando de amor, falando do seu amor ao mar e, principalmente, com bons partido.
A maior parte das músicas provém da parceria com Adalto Magalha, grande compositor que já dividiu outros bons sambas com Guineto.
Dudu Nobre, Zeca Pagodinho, Zé Roberto também marcaram presença no álbum.
Se tivéssemos que te indicar uma música para ouvir primeiro, a prioridade seria para Partido Caseiro (dueto com Arlindo Cruz) e, é claro, o samba que dá nome ao CD: Cartão de Visita, que é um belo samba de exaltação.
Compre o novo CD do Almir e saiba que a chama não se apagou.






Se eu pedir pra você cantar?


Depois de 316 postagens, 273 vídeos em nosso canal, quase mil fãs no Facebook, o Meu Samba é Roots chega ao seu terceiro ano de existência.
O blog que começou com o objetivo de provar que a chama do samba não se apagou, hoje é mais que isso.
Dizer que o Meu Samba é Roots é uma afirmação que traduz uma filosofia, um samba vivo. Samba que, como disse o poeta, é muito mais que os carnavais. Não acaba quarta-feira.
 
Meu samba tem o poder de curar, meu samba é como um milagre de um santo.
A música de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz que ilustra esse post, traduz muito bem isso.
Se você é do samba, sabe do que estou falando.
Pois, então, faça o favor de cantar.
Se eu pedir pra você cantar, meu bem, você cante.
Cante com Zeca esse partido atrevido.
 
Rumo aos próximos 30 anos de Meu Samba é Roots, pois a chama não se apagou e nem se apagará.
 
 

 

Se mandou falar, eu calo


Se mandou falar, eu calo.
Se mandou sentar, levanto.
Se mandou falar, eu calo.
Se mandou afrouxar aperto.

Samba da melhor qualidade é esse de Arlindo Cruz e Zé Luís, cantado por Fundo de Quintal.
Comecei esse post com esse paradoxo todo para contar uma história:
Eu, no alge dos meus menos de 70 kg e mais de 1,8m de altura, fui parar num Spa.
Esse é o tipo de oportunidade que ninguém pode perder.
Depois de fechar negócio com um cliente novo, que possui um Spa, fomos convidados para "degustar" o serviço. E mesmo contrariando toda a regra eu decidi ir e tive minhas conclusões:

  • Tinha muito menos gordinhos do que eu imaginava;
  • Realmente se come pouco naquele lugar (mas eu peguei a dieta livre);
  • Os gordinhos não gostam de ver os magrinhos comendo muito (sofri bullying);
  • Piscina, sol e água fresca, aquilo é vida;
  • Teve uma hora que a programação musical rolou o CD inteiro do Cartola, perfeito;
  • Só faltou uma roda de samba.

Se mandou fechar a boca, eu como.
Só não posso comer ervilhas de almoço. É aí que quebra a rocha.



A chama não se apagou

Ser poeta


Hoje é dia do compositor.
Dia dos poetas que fazem as poesias musicadas que escutamos no carro, na tv, numa roda de samba ou que cantamos nos chuveiro.
Só para ilustrar, vamos listas alguns poetas da nossa música.
Se você quiser, comente este post e complete com outros gênios do samba.


  • Cartola e suas rosas que não falam
  • Nelson Cavaquinho e seus lamentos cantados
  • Geraldo Filme, que ilustrava o samba do interior paulista
  • Candeia e seu samba de negritude
  • Jorge Aragão, o poeta do samba
  • Arlindo Cruz, um dos compositores mais gravados ao lado de
  • Serginho Meriti, ao melhor jeito Deixa a Vida me Levar
  • Sombrinha, com sambas memoráveis com influências da bossa nova
  • Chapinha, representante do Samba da Vela, grande reduto de compositores
  • Nei Lopes e sua intelectualidade.
Esses e tantos outros sabem bem o que é ser poeta.



A chama não se acabou

O samba do Zico

O Samba e os ídolos do futebol

Não é de hoje que o samba homenageia grandes ídolos e times do futebol.
  • João cantou que o mais querido tinha Zico, Adílio e Adão;
  • Marcelinho e Zeca já cantaram em homenagem ao Glorioso;
  • Neguinho da Beija-flor compôs um clássico que é entoado em todos os estádios até hoje e pode ser adaptado para qualquer clube;
  • Sem contar as escolas de samba ligadas às torcidas de grandes times.

Samba e futebol é um casamento que já completou muitas bodas.

Essa parceria de anos, samba e futebol, não é de hoje, grandes ídolos já foram tema de sambas. E quando o homenageado faz 60 anos de multiplicação de milagres com a bola nos pés, e é ninguém menos que o Galinho, Zico, realmente é necessário convocar uma seleção de bambas para cantar um samba assim:

  • Alcione
  • Fundo de Quintal
  • Arlindo Cruz
  • Reinaldo
  • Marcelo D2
  • Xande de Pilares
  • Neguinho da Beija-Flor
  • e tantos outros bambas
Zico atuou pelo Flamengo, mas é patrimônio da humanidade.
Até hoje, nos jogos comemorativos, Zico esbanja técnica. O samba narra sua história e homenageia um dos maiores nomes do futebol mundial. Confira:



A chama não se apagou

Do que é feito um partido alto?

Que uma música romântica precisa de teclado, saxofone, clarinete, carrilhão e mais uma centena de instrumentos todos sabem. E não caberia um grupo de pagode junto com a banda e os back vocals na pequena capa de 12cm x 12cm do CD todo mundo também sabe. A pergunta então é: e um partido alto? Do que se faz?

Será que a fórmula seria repique, pandeiro, cavaco e viola, ouvindo o som dos tantãs? Ou, melhor ainda, cavaco e viola (outra vez vamos lá) com cuíca e pandeiro?

O fato é que não existe uma receita, como as de bolo. Você pode armar o pagode com um surdo ou um tantã; com um banjo ou alguns cavacos; rebolo timba ou tantãzinho; ganzá, caxixi, xequeré, reco-reco ou tudo junto.

Seja como for, não se esqueça da palma da mão. Item indispensável numa boa roda de samba. A galera na palma da mão é que faz o pagode firmar.

Os instrumentos são apenas um tempero que não interferem no prato principal, mesmo que não tenha mais na praça samba de partido alto, com a faca no prato, batido na mão. O importante é a essência, ainda que seja feito na caixinha de fósforo, na garrafa de cerveja e marcado na mão.

Arlindo Cruz afirmou que partido alto é tão bom que dá pra fazer apenas com cavaco e pandeiro. Vou mais além, um partido se faz com apenas alguns partideiros.

A chama não se apagou

@camposdennis

No dia da pizza, uma seleção à moda da casa


A seleção da vez, está especial este mês.
No mês do aniversário do blogueiro, nada mais natural que o aniversariante escolher os seletos sambas.
Muitos dos sambas que julgo os melhores de todos os tempos já foram postados, mas essa também é pedrada e riquíssima, aliás eu diria que à moda da casa.
Saudade louca, Nem pensar em te perder e Mentira. Grandes sambas, interpretes e compositores: Monarco, Nelson Rufino, Acyr Marques, Arlindo Cruz e muito mais. Confira:

























A chama não se apagou

Postagem em destaque

Mudou bastante, mas já foi uma família

Samba é cultura e samba é retrato de uma sociedade em determinado período. Traduzindo: o que antes era: "mas papai não quer deix...

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