Tá bom, tá bom. Pode falar que o Meu Samba é Roots é o blog mais puxa-saco do sexo feminino. Mas na semana da mulher, o dueto tem que ser, sim, cantado por mulheres. Clementina de Jesus e Clara Nunes, dividem um samba de Candeia, um partido-alto ao melhor estilo, cheio de malandragem.
Mais um dueto daqueles! Pois, como você sabe, a chama não se apagou
Almir Guineto, Berço do Samba de São Mateus, Reinaldo, Adalto Magalha, Mário Sérgio, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Nathan.
Nathan? Isso, o pequenino de apenas 3 anos participou deste programa e do tradicional Moro na Roça, música de Xangô da Mangueira, imortalizada por Clementina de Jesus e que caiu no gosto popular depois da versão da dupla Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz.
Começo o post de hoje com a frase final. Isso porque a afirmação que repito desde a primeira postagem deste blog pode, mais uma vez, ser comprovada neste último domingo.
A essência do samba é, antes de tudo, a diversão, expressão de sentimentos e reunião de amigos. O nosso bom e velho samba é um ritmo encantador, capaz de cativar novos, velhos, estrangeiros, rappers e até mesmo um skatista roqueiro como Vanderlei Arame.
Continuando, ontem fizemos um pagode ao melhor estilo pegue o seu instrumento e seja feliz. Realmente estava uma bagunça, mas, como o que vale é a diversão, chegou a hora esperada: o moro na roça.
Tudo corria bem, versos alinhados, até que o Jangada se tornou o tema principal das rimas. E por que o Jangada? Simples. Nenhum dos outros presentes cometeu peripécias em castelhano a bordo de um navio, estando em horário de serviço.
Sendo assim, logo o Moro na Roça virou entrou na onda Madrilenha e ficou parecido com isso aqui:
(onde tiver o J - róta, lê-se com som de R)
Moro na Rueça, Yaya,
Nunca morei na Cidad,
Comprou o Jornal da Manhãna,
Pra saber das novidad
Não obstante os versos foram executados em portuñol.
Depois de toda a apresentação de los partideros, ainda rolou um pagode depois. Redondinho, tipo aúdio de cd, só músicas seletas. Mas o moro na roça foi o melhor de todos os tempos, entrou para a história e, principalmente, nos divertidos muito como se fazia desde a época de Clementina de Jesus.
Olha para quem ainda não conhece, então se apresse e ouça a canção.
O meu samba é roots trouxe um partido, já bem conhecido, que é tradição.
(eu moro na roça).
Moro na roça iaiá, nunca morei na cidade, compro o jornal da manhã, pra saber das novidade.
Quem nunca cantou esse famoso refrão em uma roda de samba?
O samba roots da semana traz esse grande clássico, em uma das vozes femininas mais marcantes de todos os tempos: Clementina de Jesus. Clique na imagem e confira.