Sempre Acesa - Duetos


Magnu Souzá e Beth Carvalho dividem um grande samba dolente do saudoso Luiz Carlos da Vila e do Sombra.
Ouça esse belo samba cantado por Quinteto em Branco e Preto e pela madrinha do samba.


A chama não se apagou

Seleção do Mês


Salve partideiros, sambistas, versadores e toda a galera do meu samba é roots. Todo mês vai 'ao ar' a seleção de samba roots do internauta. As três listas selecionadas irão para os juri popular e a galera vai escolher a melhor seleção de samba roots do mês. Envie o nome das 5 músicas de sua preferência com o nome do intérprete por meio da página de contato (clique aqui). Revire seus arquivos dentro da cachola e participem.

A chama não se apagou

A primeira a gente não esquece



Primeiro samba ouvido na rádio: INIGUALÁVEL PAIXÃO
Primeiro Instrumento: GANZÁ
Primeira Roda de Samba: PADARIA DO MÁRCIO (com Salú e companhia)
Primeiro Cavaco: GIANINI (tenho até hoje)
Primeiro Banjo: DEL VECHIO
Primeira Samba aprendido: CONSELHO (regra dos seis)
Primeiro tom que me vem na cabeça: FÁ MAIOR
Primeira música que puxo quando faço uma canja: MAS QUEM DISSE QUE EU TE ESQUEÇO
Primeiro Show de Samba: LECI BRANDÃO (vem na palma da mão)
Primeira Samba Composto: PAGODE EM OURO FINO
Primeira vez no Cacique de Ramos: 14/10/2007
Primeiro Post: AFINAL O QUE É SAMBA ROOTS


A chama não se apagou


Da melhor qualili


Feriadão. Mais quatro dias sem trabalho e o que pensa uma típica família paulista? Praia. Correto. Então lá fui eu dar uma segunda mão na pigmentação.

Como todo bom sambista, não posso escutar um batuque ritmado na mesa do bar que me aproximo para verificar se está rolando um pagode.

Em meio às caminhadas no calçadão, ouvi um barulho, isso mesmo, barulho. Bateria e mais um monte de instrumentos, dentre eles um rebolo que estava apanhando do tocador (o que fazia com que o som das cordas sumisse e o vocalista se matasse para cantar músicas em tons muito acima do ideal para sua voz).

Bom, desisti. Fui para a pista de skate que devia estar mais interessante. Na volta passei pelo ‘sambagunça’, pra ver se tinha melhorado, e encontrei um amigo (que me fez resistir por lá por algum tempo, mas desisti novamente).

Bagunçar o samba é comparável a xingar a mãe. Alcione cantou: não deixe o samba morrer, eu cantaria: não mate o samba ou, como canta Diogo Nogueira: façam um samba da melhor qualidade. Felizmente, encontrei duas outras rodas que fizeram valer a viagem, com um samba da melhor qualili.

A chama não se apagou

@camposdennis

Duetos - Roberto Ribeiro e Alcione

Estreia hoje a série duetos. Grandes sambas divididos entre duas vozes. A Cada sexta-feira, você vai acompanhar essas grandes parcerias aqui no Meu Samba é Roots.

Começamos com Alcione e Roberto Ribeiro cantando Mel pra minha dor.

A chama não se apagou

@camposdennis

Normas da Casa


Dessa vez foi demais, você trouxe a família da sua vizinha. O trecho desse samba de Zeca Pagodinho revela uma pergunta intrigante: o que fazer quando chega metade da torcida em casa para uma festa surpresa (na verdade é surpresa para você, que em geral é o último a saber e o menos empolgado, quando a bagunça é na sua casa)?

Nada melhor do que um churrasco, feijoada, ou festas sem motivo que acabam em samba. Mas Chico Buarque decidiu fazer o papel de promoter: armou uma verdadeira festança e canta a felicidade de receber um grupo de amigos famintos e com muita sede, já com tudo da festa na cabeça e dá as coordenadas para sua mulher.

No caso do almoço planejado por Chico, não havia muitas normas da casa e, mesmo com a dispensa vazia, a geladeira carregada de cerveja segurava a bronca ao lado da saída de emergência sugerida pelo cantor: vamos botar água no feijão.

A chama não se apagou

@camposdennis

O Sururu - Samba Roots da Semana



Nesta semana, o
samba roots da semana é uma indicação do Claudio Alves, Santo André - SP, que por e-mail pediu um samba do Butequim do Martinho: O Sururu.
Clique aqui e indique uma samba para ser o samba roots da semana também.


A chama não se apagou

@camposdennis

De segunda a sábado de aleluia


Entrou na sala na velocidade habitual e perguntou:
Vai sair hoje, em plena segunda-feira? amanhã tem trabalho.
Vó, hoje tem Samba da Vela.
Mas não tem vela na gaveta e um cavaco no armário?
Acabou a conversa.

Essas coisas não tem como explicar. Tem pagode segunda-feira, tem pagode na terça-feira, quarta-feira... e assim por diante. E a verdade é que quem é do mar não enjoa.
Como já me sugeriu Candeia no último post, acho que vou pro lado de lá, que tem pagode de segunda ao sábado de aleluia e, além de tudo, vai o Cartola, vai Paulinho da Viola, vai o Martinho da Vila, Aniceto, Darcy, Xangô, Panderinho, Joãozinho e eu também sou partideiro e também tenho que ir.
Em homenagem a todos os sambistas dos sete dias da semana, o samba de hoje é pout-pourri de partidos cantados por Arlinho Cruz e Sombrinha incluindo o clássico vai pro lado de lá.


A chama não se apagou

Cinco pras onze. Diário de um desempregado

Ontem fui surpreendido com a notícia que estava sendo desligado da empresa. Eaí? Problema?

Só se for futuro. Porque a primeira providência que qualquer ex-trabalhador toma é dormir até a hora que alguma força externa o tirar da cama. E foi o que eu fiz. Dormi até as cinco pra qualquer coisa.

No dia seguinte, após comunicar aos familiares e amigos que você está na praça para novos negócios. A próxima ação será fazer uma viagem, cuja desculpa é tirar o stress e renovar as energias. A dúvida é: para onde ir?

Pensei em ir passear norte, gostei muito da ideia, conhecer o Ceará. Fui perguntar pro Candeia, ele me mandou ir pro lado de lá, que tem caruru, tem quiabo com galinha, batata com dobradinha, mungunzá e vatapá. Mas como hoje está muito calor achei a culinária um pouco forte.

Zeca Pagodinho me disse: vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar. Enquanto a rapaziada que encontrei no Fundo de Quintal me chamaram pra ir lá no Cacique sambar.

Ainda estou em dúvida, afinal hoje é só o primeiro dia dessa nova fase. Pensei em procurar emprego já, mas João me disse que trabalho é besteira, o negócio é sambar. Seja como for, se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por ai.

A chama não se apagou

@camposdennis

É o samba na Gamboa



Sempre fico perdido em conversas entre amigos quando o assunto é TV. Aliás faço questão de parar na frente da telinha só às quartas e domingos para ver o futebol.
Mas nos últimos anos, a TV Brasil tem 're'apresentado um programa sensacional chamado: Samba na Gamboa.
Com a apresentação de Diogo Nogueira o programa sempre traz ao menos dois convidados (aliás grandes bambas já passaram por lá) que batem um papo com Diogo, contam sua trajetória e cantam sambas memoráveis, que me fazem durmir um pouco mais tarde nas terças-feiras.
Para quem não conhece eu sugiro que assista e, caso não passe na sua Televisão, acesse o canal do You Tube do Programa. Fica a dica.
Abaixo um trecho do programa.


A chama não se apagou

Samba Roots da Semana - Sétimo dia tragédia em Realengo


Um bom samba é forma de oração.

O samba roots da semana é uma homenagem às crianças e adolescentes vítimas da tragédia em Realengo.

Relembrando o 7º dia desse triste episódio, fica a oração de todos os sambistas: não queremos ver sofrer, ó pátria mãe gentil, as crianças do Brasil.

Ouça um dos três sambas que Arlindo Cruz, em entrevista para a revista Ginga Brasil, declarou que queria ter feito.


A chama não se apagou


@camposdennis

O que aconteceu com as lojas de R$ 1,99? Samba também é história



Ouvindo Fundo de Quintal, lembrei que as lojas que vemos de R$ 1,99 nos dias de hoje não parecem em nada com o fenômeno que eram no final dos anos 90 e início dos anos 2000.
Com dois reais você podia comprar itens inacreditáveis (não que fossem fabulosos, mas o preço era muito abaixo dos demais locais) e o melhor de tudo é que o preço era único e você ainda levava uma bala de troco, quando faltavam as moedas de R$0,01 (outra coisa extinta). 'O que? Não era A PARTIR DE que nem hoje?' Não, não era. deve ser por isso que Nostradamus preveu o fim dos tempos para essa época ai. Pois pela primeira vez o consumidor levava vantagem em algo.
Mas eai? Onde entra o samba na história? Não é pra isso o blog?
Como eu já dizia, FDQ registrou tudo isso. Sugiro que você pegue uma nota de R$2, olhe fixamente para ela e se pergunte quais itens realmente estariam nesse preço, nos dias de hoje.
De o play e faça o teste.


A chama não se apagou!

Malandragem dá um tempo


Parei pra pensar: trabalho é besteira? o negócio é sambar? Não seria mais conveniente viver como os velhos sambistas (e alguns novos também): muito samba, pouco trabalho e sobreviver na base do jeitinho brasileiro? Um samba na beira da praia, bebida garantida e quem sabe um dinheiro pra bancar a noitada?
Malandro não entra em fila e nem carrega embrulho. Diversos sambas retratam a simples e descompromissada vida dos homens do samba, vivendo nos pagodes da vida.
O compositor Antônio Caetano afirmou: tanto faz eu trabalhar, quanto ser rapaz vadio, a roupa que Deus me dá é de acordo com o frio.
Mas, em contra-partida, isso não expressa é o povo brasileiro que é guerreiro, trabalhador, nunca está de cara feia, sempre traz escancarado um franco sorriso no rosto e tem boas histórias para compor sambas memoráveis mesmo não vivendo apenas do samba.
Terminando esse pensamento, acho que continuar na batalha do dia-a-dia, rascunhando meus posts em trens lotados, embalado ao som das conversas de botequim de Noel Rosa que, aliás, faz muito gente parar pra pensar também se precisa de trabalho e dinheiro.


A chama não se apagou

Virada Cultural 2011 - Samba de raiz é destaque




O samba será muito bem representado em 2011 na Virada Cultural, tradicional evento cultural paulistano.
Coloquei abaixo a agenda de três palcos onde grandes sambistas se apresentarão. Destaco o Palco República: Monarco, Riachão e Paulinho da Viola três figuras já carimbadas na história do samba no mesmo dia, no mesmo local. Quer mais?!
A Virada Cultural 2011 será nos dias 16 e 17 de abril a partir das 18h do sábado. Não perca.


Palco República
8h – Monarco
10h – Riachão
12h – Paulo Miklos e Quinteto em Branco e Preto
14h – Leandro Lehart
16h – Mart´nália
18h – Paulinho da Viola e Orquestra de Cordas Coritiba

Sesc Interlagos
18h – Sandália de Prata
22h30 – Baile do Zeca Baleiro
17h30 – Quinteto em Branco e Preto

Sesc Belenzinho
21h30 – Monarco convida Osvaldinho da Cuíca
23h – Virgínia Rosa canta Clara Nunes
3h – Funk Como Le Gusta convida Thaíde


A chama não se apagou

Quem é o cantô?

Sempre nos referimos ao intérprete quando falamos de algum samba. Errado? Não. Aliás os cantores precisam de muito talento e trabalho para alcançar o sucesso. Porém nos esquecemos que por trás da interpretação há letra, melodia e uma harmonia feitas por compositores que merecem tanto mérito quanto o cantor.
Muitas vezes o compositor tem mais músicas gravadas que o próprio intérprete. E onde está o reconhecimento? O caso fica pior quando resolvemos fazer citações: "como disse o cantor tal..."
Pra encurtar o assunto e deixar a reflexão, vou deixar dois sambas que foram sucesso na voz de Zeca Pagodinho e Roberto Ribeiro, cantadas pelos próprios compositores.




A chama não se apagou

Cacildes! 70 anos de Mussum


Inventor de jargões inesquecíveis como "Cacildes", Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, completaria 70 anos de idade hoje, dia 7 de abril.


Nascido no Morro da Cachoeirinha, no Rio de Janeiro, o "trapalhão" morreu em 29 de abril de 1994, aos 53 anos, após seu corpo rejeitar um transplante de coração.

O sambista fez parte do lendário quarteto "Os Trapalhões", ao lado de Didi, Dedé e Zacarias, que morreu em 1990.

A carreira de Mussum começou na Força Aérea Brasileira, passou pela mecânica, fundou o grupo "os Sete Modernos" posteriormente chamado de "Os Originais do Samba". Mussum ainda chegou a gravar discos solo como Água Benta, 1978.

Mesmo após quase 17 anos de sua morte, o astro ainda é considerado um ícone da comédia nacional. No "Twitter", o perfil criado por um fã, "@mussumalive", conta com mais de 100 mil seguidores.

Os jargões criados por ele como "Forévis" e "Mé" fazem sucesso até hoje, até para quem é muito jovem para ter acompanhado a carreira do comediante.

OS 10 MANDAMENTOS DO MÉ

I- Sempre que tomais algo etílico brindais ao Mussumzis!
II- Não cobiçais o mé alheio.
III- Louvais sempre ao Mussum como o cara mais gente boa do mundis! (Você com certeza deixaria o Mussa ficar com a sua irmã)
IV- Façais todo ano o ritual sagradis do Mé!
V- Torçais e vejais sempre a mangueira entrar! (No bom sentido, é claro!)
VI- Matarás todas as garrafas!
VII- Não roubarás o mé alheio, peça primeiro!!
VIII- Sempre que puder, fique somente de cueca e meias!!
IX- Cultive a tradicional "pança de cervejeiro".
X- Agradeça sempre pelo mé nosso de cada dia!


A chama não se apagou


Vamos acabar com o samba


Na última terça, assistindo à novela Insensato Coração, que aliás poderia ser Insensato Destino, vi mais um pagode sendo interrompido por motivos de força maior.
Nesse capítulo, enquanto se ouvia um belo samba, o dono da casa chegou expulsando a galera, alegando que os vizinhos estavam reclamando.
Isso me fez lembrar minha última passagem pelo Catete, no Rio, quando um policial militar veio anunciar na roda que alguma madame da vizinha queria o fim do samba, que já passava das 22h.
Mas o que a vizinha não contava é que o guarda também era de sambar e pediu para os batuqueiros tocarem 'baixinho'.
O puxador do samba, mas do que depressa e como todo bom malandro, tratou de entoar um novo refrão, que ficou mais ou menos assim:

"O guarda pediu pra tocar baixinho,
o guarda pediu pra tocar baixinho..."

Como dizem: tudo acaba em samba e pra que discutir com madame?


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Eu moro na roça - Samba Roots da semana

Olha para quem ainda não conhece, então se apresse e ouça a canção.

O meu samba é roots trouxe um partido, já bem conhecido, que é tradição.

(eu moro na roça).


Moro na roça iaiá, nunca morei na cidade, compro o jornal da manhã, pra saber das novidade.


Quem nunca cantou esse famoso refrão em uma roda de samba?

O samba roots da semana traz esse grande clássico, em uma das vozes femininas mais marcantes de todos os tempos: Clementina de Jesus. Clique na imagem e confira.




E se os sambas fossem personalidades?


Emília - Retalhos de Cetim (Benito di Paula)

José Mayer - Mulheres (Martinho da Vila)

Seleção Brasileira Sub 17 - Crianças do Brasil (Sensação)

Rodela - Boca sem dente (Fundo de Quintal)

Antônio Palocci - Me engana que eu gosto (Marquinhos Santhana)

Joel Santana - Eu não falo gringo (João Nogueira)

Hebe Camargo - Rugas (Nelson Cavaquinho)

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Cinco da manhã – Diário de um partideiro

Bate no despertador, dorme. Bate de novo, cochila. Deixa tocar e levanta. Banho gelado pra espantar a preguiça, toma um café preto e desce o morro até o ponto. Dá sinal para primeira lotação que vê, já imagina que está cheia como sempre. Não reclama.

Assuntos: novela, BBB, futebol. Bota o fone no celular. Pop, notícias, pagode lerê lerê. Ainda não é a trilha ideal para a viagem. Procura um álbum salvo na memória do aparelho. Candeia. Pra minha mulher deixo amor sentimento. Desce um passageiro. Sobem oito. Para os meus filhos deixo o bom exemplo. Freada brusca para ajeitar a carga. Próximo ponto é o destino. Não consegue descer, é difícil se mexer aqui. Salta na próxima parada. Faz um verso. Chega no trabalho feliz e, ainda assim, Na paz do Senhor.

A chama não se apagou

@camposdennis

Cartola e o samba sem pé nem cabeça



Assim como a propaganda, o refrão é a alma do negócio. É a cabeça do samba. Para muitos é o que define se o samba vai vingar ou não. Aliás, por via das dúvidas, o samba enredo tem dois. Mas e quando o samba não tem refrão?

Se você nunca reparou existem, sim, sambas que dispensam essa ferramenta da esmagadora maioria dos compositores e talvez este seja um dos motivos para que reconheçamos a genialidade de Cartola.

Outros poetas já utilizaram esse recurso que, não é exclusivo de Cartola, mas é para poucos.

Tive sim, Minha e As rosas não falam são alguns exemplos das canções 'sem cabeça'.

A chama não se apagou

@camposdennis

A regra dos seis

Como em todo estilo musical, existem músicas que marcam época. Muitas delas são verdadeiras obras-primas e que, em função disso, foram e são tocadas incansavelmente em rádios e rodas de samba.

Pois é, destino por que fazeis assim: transforma clássicos em músicas que sinto muito amor, não podem mais ser tocadas com a mesma freqüência?

É meu caro sambista, se você, como eu anima as rodas nos churrascos de final de semana, você sabe o que é marcar um dia, em sua agenda pra tocar músicas que você já cantou mais vezes na sua vida do que o "parabéns pra você" (aliás essa também poderia estar na regra do seis de qualquer grupo ou banda, de qualquer estilo).

Madalena, Madalena, vou sair por ai, para buscar novos sambas pro meu repertório, e sugiro que você sambista também faça o mesmo, pois o meu conselho é pra te ver feliz.

E você qual é a sua regra do seis? Para te ajudar a lembrar vai um samba abaixo.

A chama não se apagou

@camposdennis

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