O trem do samba paulista


Aconteceu neste último sábado a 6ª edição do Trem do Samba Paulista, organizado pelas comunidades Terra Brasileira e Samba de Terreiro de Mauá.

Bom, esta foi a parte jornalística. Agora vou narrar na minha versão:

Vi no blog Samba Cidade, na última sexta, que a terra da garoa também teria a sua versão do tradicional trem do samba, tradicionalíssimo no Rio de Janeiro. Até então, para mim, isso era novidade. Chamei quem eu pude,  mas como todos estariam ocupados, decidi ir só.

Marcado para começar às duas, no quintal onde rola o samba da Terra Brasileira, decidi esperar na estação. Fiquei lá por 40 minutos e nada, fui até o ponto de encontro e me deparei com cerca de 10 pessoas, das quais guardo novos amigos como Magrão, Dudu, PC, Vaca, Robsão e alguns que não me recordo o nome.
Confesso que ameacei ir embora, mas quando fui ao portão me deparei como uma lenda viva do samba chegando: Waldir 59, o mais antigo compositor, protagonista e detentor da história do samba do Rio de Janeiro. Pensei: se Waldir 59 está aqui, quem sou eu para ir embora?

O quintal foi enchendo, o samba fervendo, embalado por canções da Velha Guarda da Portela. Quando o pessoal decidiu ir para a estação de trem do bairro de Arnesto, já era horário de pico e o samba incendiou a estação.
Naquele momento, o retorno do trabalho deixou de ser um momento estressante e passou a ser um autêntico terreiro de samba, que durou até a estação Guapituba. Lá, o samba continuou no Samba de Terreiro de Mauá.

Pronto, o Dia do Samba estava plenamente comemorado na terra da garoa.



 Samba no quintal onde rola a Terra Brasileira


Rumo à estação, o pagode ferver nas ruas do Brás

 
Enquanto aguardava o trem, a galera da estação ficou em clima de festa

 
Não precisaria de legenda, basta falar que o samba está na veia e... 


A chama não se apagou


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